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"Ainda me pego menina, olhando abobalhada para uma borboleta que pousa na parede, ou para as estrelas em uma noite de céu bonito, ou pegando conchas na praia, ou parando no meio da rua para apanhar uma pedra diferente que cruzou o meu caminho. Ainda sou aquela menina que se encanta com pouco, que confia fácil e ama mais fácil ainda. Que gosta de rir mas também de chorar de felicidade, acho emoção coisa tão fina. Ainda ouço o canto dos pássaros como a primeira vez, e ainda tenho medo do escuro. Ainda me magoo com bobagens e perdoo mais rápido que tudo. Ainda acredito na magia da vida, na bondade das pessoas, nos milagres pequenos que nos abençoam sem percebermos. Ainda sou curiosa e adoro descobrir coisas novas. Ainda sou teimosa e birrenta, mas sou gente boa, sou do bem. Sou só uma garota pequena que talvez sofra de uma doença rara: um coração grande demais."
(Rachel Carvalho)




** :: Dessa vez, o texto não é de minha autoria, e sempre que possível, dou os devidos créditos ao autor.
Adoraria que fizessem o mesmo com os meus... 

PLAGIO É CRIME!! 
Vamos apreciar as belas palavras de forma correta, galera!
Obrigada, de nada! :: **

trégua para as guerras... finalmente em PAZ!

A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais...♫ ♪

Um sentimento tão pacifico tem se apossado de mim nos últimos dias, me causando tamanha estranheza.
Mais uma de minhas metamorfoses - Talvez.
Ou talvez isso passe, já que sou tão inconstante!
Mas uma mudança que, há tempos (confesso), eu precisava que brotasse de mim.

Sempre fui reconhecida pelo gênio forte, por ser folgada e tão briguenta; por colecionar inimizades com pessoas que nunca sequer troquei uma só palavra; ou por parecer antipática e nunca caber entre as panelas.
Mas ando com uma preguiça danada disso tudo...
E até mesmo deste meu jeito de dizer tudo o que pensa, sem filtros, e botar toda a culpa na minha autenticidade: "paciência, sempre fui eu mesma, e foda-se o que vão pensar"...
Mas uma hora isso também cansa, ou é a maturidade que chega...

Talvez, esse meu lado fechado seja um escudo para as decepções já vividas, o que me causou preguiça de me aproximar das pessoas, e de participar dos convívios, laços e encontros...
E de alguma forma eu esteja me defendendo de possíveis próximas dores;
ou de amizades vazias, e de pessoas com intenções duvidosas...
Mas agora quero parar.
 
Chegou aquele momento em que, não quero mais enxergar tudo como se fosse provocação
e que prefiro achar que, quando alguém está me encarando tanto, seja apenas encanto.
E que enfim entendam, que minha cara amarrada, nem sempre é antipatia, mas apenas timidez!

Finalmente, resolvi querer parar!
Uma trégua, uma folga, ou realmente um ponto final em mais um dos meus inúmeros defeitos.
De hoje em diante;
daqui para sempre; ou até que alguém me cause novamente o arrependimento de ser assim... tão social.

Uma chance nova para que as pessoas me conheçam, que me gostem
uma nova lição de casa, onde aprendo todo dia a dizer "um novo olá"
e sobretudo, a oportunidade de seguir em frente, e EM PAZ



 

 

Nunca sofra por não ser uma coisa, ou por sê-la...

"É proibido sofrer
Não vale a pena a viagem
É muito cara a passagem..."
_ Leoni_

Um pequeno mantra eu repito a mim mesma: "não sofra por isso, não sofra por isso!" o que quase nunca funciona. Eu me faço esse pedido pois, racionalmente falando, sempre são motivos tão pequenos; sempre são dores tão minhas que nenhuma outra pessoa no mundo, se estivesse em meu lugar, sentiria. Por isso acho que não vale a pena. Mas eu sinto! E sinto muito!
 
~*~*~*~*~
→ Não queria perder meu tempo com coisas pequenas, nem com bobagens... tão menos estragar qualquer relacionamento (amor ou amizade) com pensamentos tão "meus".
→ Imaginar perder pessoas me faz sofrer, mesmo que eu me peça: "não sofra por isso, não sofra por isso"
 
→ Não queria passar meus dias choramingando qualquer dor que seja - "não sofra por isso!"
→ ou relembrando alguma ofensa que recebi exercendo apenas o papel de ser eu mesma - "não sofra por isso!"
→ ou perdendo noites de sono pensando neste nó que minha vida tem se tornado - "não sofra por isso!"
→ ou me perder nesse tornado que habita na minha mente  - "não sofra por isso!"


Não deixar a ansiedade, ou o presente, tão menos o passado... nada, ninguém em nenhum tempo me fazer sofrer sem que eu mereça.
Toda dor, deve ser merecida... caso contrario, não deve ser sentida.

 
 

Esse meu medo de pensar... fobia de ser louca

(sexta-feira cinza)

Tenho medo desta mania de mergulhar na profundidade do meu eu se torne um hábito.
Péssimo hábito!

Afinal, o que leva uma pessoa à insanidade?
Aquelas pessoas atormentadas que, perambulam pelas ruas falando, falando, falando... sozinhas
o que às levou a chegar nesta situação?


E as pessoas depressivas? aquelas que ficam fazendo perguntas à si mesmas sobre sua existência sem chegar à uma resposta aceitável... o que as fez chegar onde estão?

E os grandes gênios, que falavam coisas lindas, fizeram músicas memoráveis, têm os sentimentos muito mais desenvolvidos que pessoas comuns, e com uma facilidade em organizá-los em palavras de forma poética, mas nunca conseguiram se livrar de uma tristeza indomável, tal qual Renato Russo, Cazuza... etc
Todas as suas belas palavras só ajudavam os outros, nunca a si mesmos.

Todas as doenças da alma começam por "mergulhar em si demais"

Sem distrações, sem dialogo externo... um eterno monólogo.
Um replay constante das suas inquietações,
de músicas melancólicas, de livros empoeirados...

um circular infinito em torno de si mesmo
Uma solidão cada vez mais profunda,
uma incompreensão do mundo externo cada vez mais feroz
E a convivência em seu mundo paralelo cada vez mais constante.


o que desencadeia uma sequencia de novos problemas...
desenvolvimento de fobias, neuras, e doenças degenerativas

Perigoso!
um vício que me amedronta.

Sinceramente, acho que seria mais fácil ser um sujeito qualquer... ocupado demais para pensar.
Daqueles que reagem à vida como um robô, uma máquina. Que a vê passando e não se inquieta.

E que se ocupa em se tornar bem sucedido aos olhos da sociedade ao invés de se atentar à si e suas aspirações à loucura.

 


Hoje a postagem saiu esquisita,
"meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações"
(Livro a culpa é das estrelas)

♪ Musica para hidratar a alma!

Esse é meu novo "respiro"
nos momentos de tristeza profunda
Apesar de uma música triste
reavivar ainda mais a nossa fossa,
essa fala de uma esperança
que ainda existe naquele desespero mortal,
naquela tristeza terminal
LA FORZA DELLA VITA

A Força da Vida

Ainda quando "caímos fora"
Por raiva ou por covardia, por causa de um amor inconsolável
Ainda quando a casa é o lugar mais inabitável
E choras e não sabes o que queres

Acredite que há uma força em nós, meu amor
Mais forte do que o brilho, deste mundo louco e inútil
ÉmMais forte que uma morte incompreensível
E do que esta nostalgia que não nos larga mais

Quando teus dedos tocarem lá no fundo
De repente sentiras a força da vida que trazes contigo,
Amor não sabes, verás que existe uma saída

Mesmo quando comes pela dor
E no silencio sentes o coração, como um rumor insuportável
E não queres mais se levantar, o mundo está inatingível
E ainda que a esperança já não seja suficiente

Existe uma vontade que desafia esta morte
É a nossa dignidade, a força da vida
Que não se pergunta mais o que é a eternidade
Ainda que haja quem a ofenda ou que a venda

Quando sentiras que segura em teus dedos
A reconhecerás, a força da vida que trazes contigo,
Não deixes nunca ir embora, não me deixes sem você

Mesmo dentro das prisões da nossa hipocrisia
Mesmo no fundo dos hospitais nessa nova doença
Existe uma força que te guarda e que reconhecerás
É a força mais teimosa que existe em nós
Que sonha e não se entrega mas

É a vontade, mais frágil e infinita, a nossa dignidade
(meu amor) é a força da vida

Que não se pergunta mais, o que é a eternidade
Mas que luta todos os dias conosco, até não ter fim

Quando sentiras (a força dentro de nós)
Que seguras em teus dedos (meu amor antes ou depois)
A reconhecerás (a sentirás)
A força da vida

Que trazes contigo, que sussurra no seu interior:
"Veja quanta vida ainda existe!"



https://www.youtube.com/watch?v=vFST1BouaFE


Na tentantiva de sentir menos

Às vezes eu tenho vontade de ser menos intensa,
só para poder entender como o resto do mundo aguenta
 essas coisas que me devoram permanentemente
e de uma forma tão absurda.
- Clarice Lispector

Não é questão de moralidade ou falsidade, nem de ser superficial nem nada. Meu problema é não conseguir parar de sentir. Pois quando sinto, sinto muito, e o tempo todo.
no dia em que estou contente, não dá pra me comportar como um sujeito normal, não consigo conter minha vontade de gritar aos quatro cantos (aquela vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar "bom dia", de beijar o português da padaria...♪). Brinco com as crianças, pulo como maluca, encho o saco dos amigos a fim de tentar contagiá-los com toda aquela alegria.
No entanto, no dia em que estou triste, é em período integral... (ao menos que alguém salve meu dia) não cabe sorrisinho no meio, nem que seja pra fazer sala, fazer média, fazer mentira.... minha vontade é mesmo de fazer merda nenhuma.

Sabe aquela frase que diz: "8 ou 80 porque agua morna não serve nem pra fazer chá" pois é...ela deveria ser meu apelido! Porque nada me descreve tão bem como essas frases de rabeira de caminhão bem clichês. E com essa minha intensidade toda [ou nenhuma, as vezes], 8 ou 80 é a minha tradução.
Nada mais clichê, nada mais viril...
E se esse "meu eu", apesar de ser diferente de todos, se traduz em frases tão simples de se encontrar, qual a dificuldade em me decifrar? (?)


...custo a entender



Aquele lance de ser forte em período integral...

Quando a gente passa muito tempo sendo forte, esquece do quanto dói quando a fraqueza nos surpreende
Ela volta, cedo ou tarde... sempre volta
E cada vez que reaparece faz doer mais do que antes. Ou talvez não, as vezes pode ser só falta de costume... a gente realmente esquece o quanto dói.

Os golpes da vida enrijecem nossa alma, tal qual os músculos... cada vez mais firmes, duros, fortes
mas nunca dá muito certo esse lance de ser forte o tempo todo, acredite!

Quando me tornei esta fortaleza esqueci de como é ser menina, do quanto é normal ser sensível e sentimental. A gente passa a ser mesmo um brucutu, e fica cada vez mais longe de se aceitar na fraqueza.

Porque, pessoas normais, em seus momentos ruins, querem colo, carinho, cafuné e atenção;
E eu? só quero poder cavar um buraco e me enfiar lá como um tatu
Socar-me até que as lagrimas virem bolhas de pus, e não mais lágrimas
Porque a mim, não deveria ser permitido chorar...
Não é aquela rejeição que sofrem os homens: homem não chora... chora sim! Mas eu não, eu não PRECISO chorar mais; já fiz isso o suficiente ao longo da minha existência, pra quê mais??

sempre vêm mais... nunca acabam

e hoje só servem para diminuir minha auto dignidade, pra me fazer sentir cada vez mais frágil, sensível e menininha... o que me causa náuseas!




retornando...com a cabeça mais bagunçada que meu cabelo! o.O


Pode alguém nesta vida sentir e não entender o que se passa?
pode alguém notar um turbilhão dentro de si sem ao menos saber explicar ?
sim, pode!!

Estranho passar por um sentimento pela primeira vez na vida, porque é mais difícil de identifica-lo, né?

É como começar a amar e pensar que está com problemas de estomago, por passar a sentir frequentemente borboletas a voar no seu interior.
É como ter mágoa de alguém que se ama pela primeira vez, e pensar que esta mágoa na verdade, é ódio.
É como se importar tanto com alguém e ter uma ligação tão intensa e pensar que é telepatia, e não entender que este sentimento na verdade é de amizade.

Nos dias de hoje sentimentos puros e sem “estratégias” são tão raros...

Meu sentimento puro desta vez, não era bom. Apesar de puro e inocente... não era bom!

Mas, para bom paranoico, meia informação basta.
E foi o que me despertou o CIUME.

Confesso que foi ciúmes do sentimento/pensamento, e não da pessoa em si.
Sabe? Medo de não saber de tuuudo, medo de existir algum sentimento que eu não saiba.

No fundo era um grande anseio por cumplicidade....que o ciúme enfeio, e azedou.

Mas tem até fundamento, porque o ciúme é o medo que temos de perder aquilo que não temos certeza de possuir...e cá pra nós, eu posso possuir o corpo, eu posso possuir o amor e dedicação...mas saber ate dos pensamentos?
Acho que to exigindo demais...

Olá, comodo vazio! quanto tempo.....muito tempo!

Mas voltei pra fragmentar o que estava cá eu pensando:
É engraçado acompanhar a mudança na personalidade das pessoas, e como toda aquela evolução (ou seleção natural) acontece.
De um momento a outro num curto espaço de tempo seus valores não são os mesmos, sua personalidade exibe uma segunda pessoa que antes não existia, e aquelas coisas que antes eram tão importantes, num passe de tic-tac tornam-se tão banais....tão desnecessárias.

Extremamente engraçado, e assustador! Ainda mais quando essa mudança evolutiva é observada por mim em mim mesma...
E a maior de todas elas foi eu ter percebido que antes fazia tanta questão de escrever sempre, expor os sentimentos para mim mesma, reorganizar minha mente em cima de um papel (ou teclado) e hoje, esse dom já perdeu as forças e a importância vital; pois hoje, a minha importancia ainda é extravasar meus sentimentos, mas para aqueles que estão ao meu lado, contagiar o mundo com vibrações positivas e não pintar de preto o muro de um blog com todo o meu penar, tal qual o muro das lamentações.

O antigo hobby favorito que era escrever cedeu espaço às tardes de lazer em família, diversão com os amigos...e até uma outra arte que é o tratamento de fotos (que também está quase esquecido).

Mas o motivo inicial era expor esse meu espanto diante de uma pessoa que eu não consigo mais reconhecer...pois conhecia-me muito bem quando era uma garotinha idiota que amava todo mundo mas não era amada, e que choramingava suas dores mortais pelos cantos e que hoje se transformou nessa mulher que a cada dia descubro, mas que ainda não reconheço como meu eu.
Porque ela é forte demais, guerreira demais, experiente demais....justo eu, que sempre fui tão de menos!

BOAS NOTICIAS!

Peço desculpas pelo post anterior


Mas o coração doía tanto que já não fui capaz de escrever uma linha sequer, para evitar uma erupção de lagrimas em pleno expediente

Uma sensação estranha que sempre acontece com todo mundo

Sabe quando você fala enquanto sente dor, e sua voz falha pra dar lugar ao choro? Foi isso que me aconteceu, não fui mais capaz de continuar



Hoje não consigo nem mesmo começar a escrever, pois só me vem à mente alguma palavra quando sinto meu coração doer

E posso dizer que isso é um bom sinal. Não por não escrever mais, mas por não ter mais motivos para lamentar-me, e nem tristezas para desabafar.

Não entendo como a inspiração vai embora quando não estou mais triste e sozinha.A ânsia por escrever continua, intacta...mas dos dedos não sai nada para o teclado



E por esta razão é que nunca mais postei nada...pois posso dizer que estou feliz o suficiente para não precisar mais contar a mim mesma o quanto estaria desolada, o quanto doía ou descrever uma tempestade que criei num balde jogado no quintal....(um pouco mais que um copo d’agua, né? rs)

Mas por fidelidade à este blog, ou qualquer coisa que seja, passei aqui hoje só para dar noticias: estou viva! Alias, muito mais do que viva: estou feliz e aproveitando intensamente....

SAUDAÇÕES, PAZ E BEM!





E quem achar alguém

Como eu achei

Verá que é natural

Ficar como eu fiquei

Cada vez mais

Sentimental

(Cassia Eller)
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